Consultoria Nível 3 para preparação, acompanhamento e conformidade de END na recertificação do selo ASME. Procedimentos, qualificação de pessoal e suporte completo.
O selo ASME (American Society of Mechanical Engineers) autoriza fabricantes a projetar, fabricar e estampar equipamentos de pressão conforme o ASME Boiler and Pressure Vessel Code (BPVC). Para manter essa autorização, a empresa passa por uma auditoria trienal — a cada 3 anos — conduzida por um Authorized Inspector (AI) designado pela jurisdição ou seguradora.
A auditoria verifica se o sistema de qualidade da empresa continua em conformidade com os requisitos do ASME BPVC, incluindo o programa de ensaios não destrutivos. Este é o ponto onde a SimpleNDT atua: garantir que toda a documentação, procedimentos e qualificações de END estejam corretos antes da visita do AI.
Durante a auditoria, o AI examina sistematicamente o programa de END da empresa. Os itens tipicamente verificados incluem:
Prática Escrita (Written Practice): o documento que descreve o sistema de qualificação e certificação de pessoal conforme SNT-TC-1A. O AI verifica se a Prática Escrita está atualizada, referencia a edição vigente da SNT-TC-1A, define os requisitos de treinamento, experiência, exames e recertificação, e se identifica o Nível 3 responsável.
Procedimentos de END: todos os procedimentos de ensaio devem estar conforme ASME Section V e qualificados para os materiais, espessuras e geometrias que a empresa fabrica. O AI pode solicitar demonstração de um procedimento para verificar que é executável na prática.
Registros de qualificação de pessoal: certificados de cada inspetor (Nível 1 e 2), incluindo registros dos exames geral, específico e prático, horas de treinamento documentadas, registro de experiência prática supervisionada, e exame de acuidade visual anual em dia.
Registros de calibração: todos os equipamentos de END devem estar calibrados conforme os intervalos definidos nos procedimentos. Densitômetros, fontes de radiação, aparelhos de ultrassom, yugos magnéticos — cada equipamento deve ter registro rastreável.
Registros de inspeção: laudos de END de peças fabricadas no período, demonstrando que os ensaios foram executados conforme os procedimentos e por pessoal qualificado.
Com base em experiência acompanhando múltiplas auditorias, as não-conformidades mais frequentes em END são:
Prática Escrita desatualizada: referencia uma edição antiga da SNT-TC-1A, ou não reflete as práticas reais da empresa. Isso é especialmente comum em empresas que adquiriram a Prática Escrita anos atrás e nunca a revisaram.
Acuidade visual vencida: o exame de acuidade visual de Jaeger é anual. Inspetores com exame vencido — mesmo que por poucos dias — tornam todos os laudos que emitiram nesse período questionáveis.
Procedimentos não qualificados para o escopo: a empresa expandiu seu escopo de fabricação (novos materiais, novas espessuras, novas configurações de junta) mas não qualificou os procedimentos de END para cobrir essas variáveis.
Falta de rastreabilidade do Nível 3: a empresa utiliza um Nível 3 externo mas não documenta adequadamente sua identificação, certificação e escopo de atuação na Prática Escrita.
Recertificação de pessoal vencida: inspetores com certificação expirada (o ciclo é de 5 anos) que continuaram emitindo laudos. Isso pode invalidar inspeções já realizadas e comprometer equipamentos já entregues.
O trabalho começa meses antes da data da auditoria. A abordagem da SimpleNDT cobre todos os aspectos de END que serão verificados:
Diagnóstico inicial: revisão completa da documentação existente — Prática Escrita, procedimentos, registros de qualificação, calibração e inspeção. Identificação de lacunas e não-conformidades antes que o AI as encontre.
Atualização da Prática Escrita: revisão e adequação à edição vigente da SNT-TC-1A, incluindo definição clara dos requisitos de qualificação para cada método e nível, critérios de recertificação, e identificação do Nível 3 responsável.
Revisão e qualificação de procedimentos: verificação de que cada procedimento de END cobre o escopo de fabricação atual da empresa e está conforme ASME Section V. Procedimentos novos são elaborados conforme necessário.
Qualificação e recertificação de inspetores: aplicação de exames (geral, específico e prático) para inspetores que precisam ser qualificados ou recertificados. Verificação de horas de treinamento e experiência documentada.
Acompanhamento da auditoria: presença durante a visita do AI para suporte técnico e esclarecimento de questões relacionadas a END.
Cada tipo de selo ASME tem requisitos específicos de END. Os mais comuns no Brasil são:
Selo U (vasos de pressão): ASME Section VIII Division 1. Requer radiografia (RT) conforme Section V Article 2, ultrassom (UT) conforme Article 4, e/ou ensaios superficiais conforme aplicável. Section IX governa a qualificação de procedimentos de soldagem e soldadores.
Selo U2 (vasos de pressão com regras alternativas): Section VIII Division 2. Requisitos de END geralmente mais extensos que Division 1, podendo exigir ultrassom como método primário em adição à radiografia.
Selo S (caldeiras de energia): Section I. Radiografia obrigatória em todas as soldas longitudinais e circunferenciais de corpo cilíndrico, com requisitos específicos para espelhos e tubulações.
Selo R (reparos e alterações): National Board Inspection Code (NBIC). Requer END compatível com o código de construção original do equipamento.
Selo PP (tubulações de pressão): ASME B31.1 ou B31.3. Requisitos de END definidos pelo código de tubulação aplicável.
Diagnóstico, preparação e acompanhamento completo. Procedimentos, qualificação de pessoal e suporte na auditoria.